• "O verdadeiro evangelho exalta a Deus... Se camuflado a excelência perderá!"

    A CRUZ E O SOFRIMENTO



    Quero conhecer Cristo… e a participação em seus sofrimentos. (Filipenses 3.10)
    O sofrimento, sem dúvida, constitui o maior desafio da fé cristã. Espíritos sensíveis questionam se ele pode de algum modo fazer sentido com a justiça e o amor de Deus. Philip Yancey foi mais além e expressou o inexprimível que podemos ter pensado, mas nunca ousamos dizer. Ele escreve em seu livro Decepcionado com Deus: “Se Deus está realmente no controle… por que ele é tão volúvel, injusto? Seria ele o sádico cósmico que se alegra em nos ver contorcendo de dor?”
    A Escritura, no entanto, nos assegura que Deus é um Deus sofredor, longe de ser imune ao sofrimento. Precisamos vê-lo chorando sobre a cidade impenitente de Jerusalém e morrendo na cruz. Ouso citar algo que escrevi em A Cruz de Cristo:
    Eu mesmo jamais poderia crer em Deus, não fosse pela cruz. O único Deus em quem creio é aquele que Nietzsche ridicularizou como sendo “Deus sobre a cruz”. No mundo real da dor, como alguém poderia adorar um Deus que fosse imune a ela? Entrei em muitos templos budistas em diferentes países da Ásia e fiquei em atitude respeitosa diante da estátua de Buda com suas pernas cruzadas, os olhos fechados, o vislumbre de um sorriso ao redor da boca, um olhar distante na face, desvencilhado das agonias do mundo. Todas essas vezes, no entanto, depois de um tempo, tive de dar as costas a ele. E na imaginação me volto para aquela figura solitária, curvada e torturada na cruz, com pregos nas mãos e nos pés, com as costas laceradas, os membros distendidos, o semblante sangrando por causa dos espinhos, a boca seca e uma sede insuportável, mergulhado na escuridão do abandono de Deus. Esse é Deus para mim! Ele deixou de lado sua imunidade à dor. Ele entrou em nosso mundo de carne e osso, lágrimas e morte. Ele sofreu por nós. Nossos sofrimentos se tornam mais suportáveis à luz do sofrimento dele.
    Como afirma P. T. Forsyth, “a cruz de Cristo… é a única autojustificação de Deus em um mundo como o nosso”.
    Para saber mais: Oseias 11.8-9
    Usado com a gentil permissão da Editora Ultimato. 

    0 comentários:

    Postar um comentário