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    POR QUE LER AS CRÔNICAS DE NÁRNIA?




    POR QUE LER AS CRÔNICAS DE NÁRNIA? | Abraão Medeiros


    Mesmo sendo um fã desta fantástica obra de C.S Lewis, eu me fiz essa pergunta há alguns dias, “porque ler Crônicas de Nárnia?”. Lembro que quando eu vi apresentando o primeiro filme anos atrás pela Walt Disney não senti nenhuma vontade de assistir e saber a sua história, muito menos gostaria de ler o livro. Achei a história fraca e bem infantil, nessa época eu estava deixando as coisas “infantis” e querendo ser um jovem.

    Graças a Deus o tempo passou e as coisas mudaram. Entrei na faculdade e vi uma colega de classe comentando sobre essa obra. Confesso que não mantive uma boa expressão facial ao vê-la dizer que tinha lido e gostava do livro; meu pensamento era algo assim: “Como pode uma jovem de 18 anos lendo história para crianças”.

    Eram pensamentos nada firmados em algo certo, e passei a tê-los depois de ouvir amigos meus criticando os filmes. Claro, além disso, me eram bem estranhos todo aquele mundo onde animais falavam, seres mitológicos em cada esquina e para completar o papai Noel ainda aparecia para dar um “Olá” . 

    Oh, Filhos de Adão, com que esperteza vocês se defendem daquilo que lhes pode fazer o bem!” - Aslam.

    Mas como eu disse as coisas mudaram. Estudando um pouco mais conheci C.S Lewis e suas obras apologéticas, com isso o seu testemunho de conversão e fé. Meu pensamento passou a ser este: “Como um cara desses escreveu uma obra dessas” – você pode pensar que eram pensamentos de um cara chato e preguiçoso, e eram mesmo – mas, me rendi depois de ver pastores como John Piper e Paul Washer falando e indicando a jovens e adultos a leitura dessa obra. Pedi educadamente aquela obra emprestada a minha colega de classe e comecei a ler.

    Estou contando a sua história, não a dela. A cada um só conto a história que lhe pertence.” - Aslam

    Comecei a ler o primeiro livro, achei meio infantil, mas continuei lendo. Até que percebi algumas coisas bem firmadas nas entrelinhas. Um leão que simbolizava Jesus, filhos e filhas de Adão em um mundo caído, a promessa de uma restauração e por ai vai. Lendo a obra meus pensamentos mudaram e vi ali a genialidade de C.S Lewis, escrevendo uma história simples, divertida, e que contém nela, grandes verdades do Evangelho. Fiquei maravilhado com aquilo. Cada página se tornou emocionante e deliciosa de se ler, cada agir e pensar de Aslam na história me mostrava de uma forma nada esperada o caráter do próprio Deus; Sua justiça, ira, amor, misericórdia, perdão; o Deus que se entrega pelo mundo, que se entrega a morte em favor dos homens, e que não permanece na morte mas a vence, sendo ele mesmo o caminho a verdade e a vida, trazendo assim a restauração de um mundo caído.

    Em todos os mundos há um caminho para o meu país – falou o Cordeiro. E, enquanto ele falava, sua brancura de neve transformou-se em ouro quente, modificando-se também sua forma. E ali estava o próprio Aslam, erguendo-se acima deles e irradiando luz de sua juba.”

    Nárnia, não tem uma teologia perfeita, vários pontos doutrinários nos fariam discordar um dos outros, nos levariam a debates e polêmicas. Vamos ficar calmos em relação a isso. Peço que leia por diversão, assim como uma história normal de ficção. Assim como eu, a medida que você ler mais vai perceber que a magia falada nas páginas dos escritos de Lewis, não é uma magia qualquer, mas a “magia” do Evangelho de Cristo, a “magia” da vida e da grande e graciosa Graça de Deus.

    Leia e medite na mensagem que Lewis nos passa nesses sete livros, chamados de As Crônicas de Nárnia! Me ajudou a entender, que ELE não é um leão domesticável, mas ELE é bom. 

    (E Nárnia não substitui as Escrituras, escutou Zé? O Evangelho esta na Bíblia, como verdadeira e única Palavra de Deus. Não pode ser substituído.)

    Graça e Paz a todos!

    Fui eu o leão que o forçou a encontrar-se com Aravis. Fui eu o gato que o consolou na casa dos mortos. Fui eu o leão que espantou os chacais para que você dormisse. Fui eu o leão que assustou os cavalos a fim de que chegassem a tempo de avisar o rei Luna. E fui eu o leão que empurrou para a praia a canoa em que você dormia, uma criança quase morta, para que um homem, acordado à meia-noite, o acolhesse.”

     AutorAbraão Medeiros

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