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    TORNANDO-SE COMO JESUS | BENIGNIDADE - (6/10)



    Você já parou para pensar sobre as 9 características expressas em Gálatas 5, chamadas de fruto do Espírito? “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” (Gl 5:22, 23)

    Nesta série de vídeos chamada “9 por dia” [9-a-day], Chris Wright, diretor internacional da Langham Partnership, nos convida a meditarmos em cada uma dessas características, afim de nos tornarmos mais como Cristo.

    Neste vídeo, ele medita sobre a amabilidade ou benignidade, mostrando como Deus é descrito como benigno no Antigo Testamento e como Cristo nos deu exemplo de agir de forma gentil mesmo em meio às sucessivas interrupções.

    Penso que a essência da benignidade é ser atencioso com as pessoas acima de si mesmo.

    Confira a série completa: (SE O LINK NÃO FUNCIONAR É PORQUE AINDA NÃO PUBLICAMOS)


    BENIGNIDADE | BONDADE | FIDELIDADE | MANSIDÃO | DOMÍNIO PRÓPRIO
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    Transcrição - BENIGNIDADE

    Então chegamos à benignidade, o próximo fruto do Espírito da lista de Paulo. Estou certo de que você ouviu sobre uma menininha que orou à noite: “Querido Deus, por favor faça todas as pessoas más serem boas, e faça todas as pessoas boas serem gentis.” Porque bondade e benignidade precisam andar juntas. Há um tipo de bondade que pode ser tão fria, analítica e moral, que realmente não é muito gentil. Então Paulo coloca bondade de benignidade juntas dessa maneira, e pensaremos, em primeiro lugar, na benignidade.
    Penso que a essência da benignidade é ser atencioso com as pessoas acima de si mesmo. Significa o desejo de encorajar e ajudar outras pessoas, satisfazer suas necessidades, dar-lhes encorajamento, às vezes mesmo quando é inconveniente para você mesmo, ou possivelmente custoso. Costumamos dizer às vezes que a gentileza não custa nada, mas às vezes pode custar bastante. Mas é um desejo de pensar: “Nessa situação, o que eu gostaria que fizessem por mim?” E fazê-lo como uma atitude ou uma palavra de benignidade.
    Vamos pensar primeiro na benignidade como parte do caráter de Deus. No Antigo Testamento, há uma palavra maravilhosa que os israelitas costumavam usar bastante a respeito de Deus. Em hebraico, é a palavra “khesed”, e ela é traduzida de muitas maneiras diferentes. Às vezes como amor, ou como fidelidade, ou lealdade, ou misericórdia; mas em traduções mais antigas, era usado o termo “amável benignidade”, um belo termo, e mais frequentemente simplesmente como “benignidade”. Então frequentemente os israelitas cantavam e celebravam isso. Talvez o mais famoso, é o fim do Salmo 23: “Bondade e misericórdia”, esta é a palavra benignidade, “certamente me seguirão todos os dias da minha vida”.
    Então, quando o apóstolo Paulo queria falar a um grupo de pessoas que nunca tinha ouvido a respeito do único Deus Vivo verdadeiro em Icônio e Listra, ele escolheu essa ideia da benignidade de Deus em Atos 14:17, e lhes disse: Deus lhes foi “benigno, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria”. Então, se é assim que Deus é, então aqueles que conhecem a Deus e pertencem a ele, são chamados a mostrar esse mesmo tipo de benignidade a outros.
    Passamos então para, em segundo lugar, a benignidade no exemplo de Jesus. Pois, se benignidade significa cuidar dos outros acima de si mesmo, então certamente Jesus era a benignidade encarnada, ele era a benignidade sobre duas pernas. Eu tenho um amigo que diz querer escrever uma biografia de Jesus que chamará de “Uma Teologia de Interrupções”, porque ele aponta que tão frequentemente muitas das coisas que Jesus diz e faz que são registradas nos evangelhos, acontecem porque alguém o interrompeu, quando ele estava passando por um lugar. Mas Jesus não se ofendia com isso, nem resistia a isso. Ele respondia a tais pessoas com benignidade. Então pense na mulher que o tocou quando Jesus estava a caminho de ir curar a filha de Jairo. Ou a mulher que ungiu seus pés quando estava num jantar de celebração. Ou a mulher de Samaria, ou o cego Bartimeu, ou os pais que trouxeram crianças a Jesus. Constantemente Jesus mostra benignidade para com pessoas que outros achariam estarem se intrometendo e interrompendo Jesus. E, mesmo na cruz, Jesus pensava em sua mãe, acima até de sua própria dor e sofrimento.
    Então se é assim que Jesus era em sua benignidade, tenho que me perguntar por que eu tão frequentemente falho em demonstrar benignidade para com outros? Parte porque não quero ser interrompido, porque estou tão ocupado, tenho coisas a fazer, e compromissos para manter. Então ser atrasado ou interrompido para conversar, falar ou demonstrar benignidade para com pessoas é um pouco desconfortável. Ou, talvez, às vezes, é porque estou sendo autoprotetor. Certamente acho, quando viajo muito, quando estou no que minha esposa chama de “modo voo”, quando tenho que chegar a lugares, tenho que fazer, tenho que fazer, e não quero ninguém entrando no meu caminho. E tais momentos, tenho que lembrar a mim mesmo: Se fosse Jesus, o que ele faria? Como responderia às pessoas a sua volta em necessidade? Então benignidade e o caráter de Jesus, precisam ser formados em nós. Isso nos leva ao terceiro ponto, benignidade como um hábito na vida.
    Precisamos nos lembrar de que estamos falando aqui do fruto do Espírito. Esse tipo de benignidade não é algo que vem naturalmente, mesmo que algumas pessoas são naturalmente mais benignas que outras. Mas Paulo está falando sobre um tipo de característica da vida que vem de Jesus vivendo em nós e produzindo esse fruto de benignidade dentro de nós. Então, benignidade é um fruto que tem que ser cultivado até que se torne um hábito e parte de nosso caráter, no qual nos tornamos quase mais naturais em fazer o que é benigno do que não fazê-lo; ou, ao menos, que se torne muito desconfortável fazer o que não é benigno, ou em falhar em dar uma palavra ou agir de maneira benigna para com outros.
    Então me pergunto se conforme saímos diariamente em viagens, ou ao trabalho, em nossos lares, ou em qualquer lugar que estejamos, deveríamos simplesmente parar e orar pedindo a Deus: Deus, me ajude a encontrar aquelas oportunidades neste dia onde eu possa demonstrar benignidade para com outros. Há alguém que eu possa agradecer no mercado, ou nas ruas? Ou alguém que eu possa valorizar e tornar suas vidas apenas mais um pouco toleráveis. Onde eu possa dar um sorriso, ou uma palavra de agradecimento, elogio, louvor. Como posso ajudar alguém em necessidade, ou em pobreza, ou dar algo eu mesmo às suas necessidades? Como posso mostrar benignidade em ação? Isso se trata de fruto do Espírito.
    O pensamento final aqui é que tal benignidade semelhante a Cristo é um testemunho muito forte, porque é profundamente atrativa. Anita Roddick, fundadora da Body Shop, disse o seguinte: “O resultado final da benignidade é que ela atrai pessoas a você.” Bem, para nós, pensando em benignidade como fruto do Espírito, talvez queiramos dizer: “O resultado final da benignidade é que ela atrai pessoas a Jesus.”

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    Por: Chris Wright. © Copyright The Langham Partnership. Todos os direitos reservados. Usado com permissão. Website: http://www.9aday.org.uk/
    Tradução: Voltemos Ao Evangelho (em parceria com O Tempora! O Mores!). Original

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