• "O verdadeiro evangelho exalta a Deus... Se camuflado a excelência perderá!"

    3 CARACTERÍSTICAS DA PREGAÇÃO



    3 CARACTERÍSTICAS DA PREGAÇÃO | STUART OLYOTT


    O Novo Testamento enfatiza três características particulares da verdadeira pregação:

    1.  Compulsão


    A primeira é compulsão. Existe algo no íntimo do pregador que o impulsiona à sua obra. Ele possui um constrangimento interior que é maior do que ele mesmo. Em seu coração, há um fogo que se recusa a extinguir-se. Ele não pode deixar de pregar. Ele tem de pregar. E clama: “Ai de mim, se não pregar o evangelho!” (1 Co 9.16). Quando ordenado a parar, o pregador declara como os apóstolos: “Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4.20). Ele tem um senso de vocação que não encontra dificuldade para entender o que significavam as palavras de seu Senhor, quando disse: “Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim” (Mc 1.38).

    Onde não existe essa coerção interior, também não existe um verdadeiro pregador. Na Bíblia, o homem que proclama, anuncia, dá testemunho dos fatos e deseja atingir a consciência é um homem impulsionado. Nos recessos de sua alma, Deus o conquistou, e esse homem vive cada hora com a consciência de que foi enviado. A experiência é tão profunda que ele não encontra palavras para descrevê-la. O melhor que ele pode fazer é conversar a respeito do seu “chamado”, embora nunca tenha escutado uma voz ou recebido uma visão. 

    Em circunstâncias normais, o “chamado” do pregador é reconhecido, de um modo ou de outro, pela igreja de Jesus Cristo. Este reconhecimento é designado, freqüentemente, de “chamado exterior”. Seria anormal um homem continuar pregando sem esse chamado. Todavia, muitas vezes, as igrejas evangélicas possuem tão pouco discernimento e maturidade; são tão mundanas e dominadas pelo pecado, que são incapazes de reconhecer um homem enviado dos céus. O homem que é verdadeiramente chamado não desistirá por causa disso. O fogo dado por Deus arderá tão intensamente como sempre ardeu. A energia interior impelirá esse homem. Ele pregará, pregará e pregará de novo, porque a compulsão de seu íntimo é invencível e o deixará sem opções.

    2. Clareza


    A segunda característica-chave é clareza. E tem de ser! Os arautos sempre falam na linguagem das pessoas que os ouvem. A boa-nova apresentada com palavras e frases difíceis não é boa-nova. Se os fatos são mostrados sem clareza parecerão ficção. E como alguma coisa pode ser incutida na consciência, se não pode ser entendida?

    Os verdadeiros pregadores são pregadores de linguagem clara. Declaram a palavra do Rei; por isso, não atraem a atenção para si mesmos. Não permitem que nada obscureça a mensagem da cruz. Anseiam que cada ouvinte grave os fatos e não seja distraído pela maneira como estes são apresentados. Mostram-se resolutos a fazer com que ninguém tenha dúvidas quanto ao que se espera deles em seguida.

    O apóstolo Paulo falou por todos os verdadeiros pregadores da Palavra, quando descreveu a sua pregação como uma proclamação franca da verdade (2 Co 4.2). Ele decidiu “pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo” (1 Co 1.17). Eis uma descrição de seu ministério:

    Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. (1 Co 2.1-5.)

    3. Cristocêntrica


    A terceira característica-chave é a centralidade de Cristo. E tem de ser. Isto é verdade, porque os pregadores são arautos da Escritura. E toda a Escritura fala sobre a pessoa de Cristo. Implícita ou explicitamente, direta ou indiretamente, cada parte da Bíblia nos revela Cristo. Em toda a Escritura, não há qualquer passagem que seja uma exceção.

    O Espírito de Cristo moveu todos os autores do Antigo Testamento a escreverem os seus livros (1 Pe 1.10-12). O próprio Senhor Jesus esclareceu o Antigo Testamento para os seus discípulos e lhes explicou que Ele estava contido em cada parte das Escrituras (Lc 24.25-27, 44-48). Jesus é o grande assunto dos quatro evangelhos, de Atos dos Apóstolos, de todas as epístolas e do Apocalipse. Então, o que diremos a respeito de um prega dor que abre a sua Bíblia e não prega a Cristo com base na passagem que tem diante de si? Esse pregador não entendeu o Livro; e, se não o entendeu, não deveria estar pregando!

    O Senhor Jesus Cristo é o conteúdo e o centro de tudo o que Deus revelou em sua Palavra. Jesus é o foco da história bíblica. É o âmago de todos os escritores sagrados, desvendando-se a Si mesmo à mente deles e guiando os seus escritos. Ele se revela nas páginas das Escrituras a cada pessoa que comissionou, pessoalmente, ao ministério da pregação. Onde Cristo não é pregado, ali não existe pregação.

    _________________________________________
    Autor: Stuart Olyott, Editora Fiel. 
    Extraído do Livro: Pregação Pura e Simples, pág, 21-24.

    0 comentários:

    Postar um comentário