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    TORNANDO-SE COMO JESUS | PAZ - (4/10)


    Você já parou para pensar sobre as 9 características expressas em Gálatas 5, chamadas de fruto do Espírito? “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” (Gl 5:22, 23).

    Nesta série de vídeos chamada “9 por dia” [9-a-day], Chris Wright, diretor internacional da Langham Partnership, nos convida a meditarmos em cada uma dessas características, afim de nos tornarmos mais como Cristo.

    Neste vídeo, ele medita sobre a paz, analisando a paz que Deus criou (salvação), a que Ele dá (paz de consciência) e a paz para qual ele nos chamou (sermos pacificadores).
    A cristandade não é impulsionada por ansiedade ou por implacável ambição; não é devastada por falha, promoção, ou, tristemente, pela perda de um emprego, mas tem aquele tipo de paz profunda interior que flui da confiança em Deus; tal pessoa dá um testemunho silencioso do Senhor Jesus Cristo ao ser como ele.


    Confira a série completa: (SE O LINK NÃO FUNCIONAR É PORQUE AINDA NÃO PUBLICAMOS)





    BENIGNIDADE | BONDADE | FIDELIDADE | MANSIDÃO | DOMÍNIO PRÓPRIO
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    Transcrição - PAZ


    A terceira coisa que Paulo menciona como fruto do Espírito é paz. E paz é uma daquelas coisas que às vezes achamos difícil encontrar em nosso mundo tão ocupado, especialmente aqueles que vivem em cidades. Certamente não há muita paz por aqui. E para alguns de nós nosso local de trabalho não contém nenhum tipo de paz; há simplesmente ocupação e estresse. E ainda assim, paz é uma daquelas palavras bastante usadas na Bíblia. A palavra “shalom” no Antigo Testamento e a palavra “eirene” no Novo Testamento ocorrem muitíssimas vezes.



    O que queremos descobrir aqui é o que Paulo tinha em mente quando falou da paz como fruto do Espírito em nossas vidas. Ele provavelmente não estava falando aqui, como fala em outra situação, sobre uma paz que Deus criou. Ou seja, a obra expiadora de Deus através da cruz de Cristo na qual ele reconcilia o mundo consigo mesmo e reconcilia os inimigos uns com os outros. Esta, é claro, foi a maior conquista da cruz onde, como Paulo diz em Efésios 2, Cristo fez paz através do sangue de sua cruz. Mas, como eu disse, esta é a obra de Deus. Sua obra objetiva, histórica e expiatória e não é do que Paulo está dizendo quando fala do fruto do Espírito.

    Então, em segundo lugar, podemos querer pensar não apenas na paz que Deus criou, mas na paz que Deus dá. Por Jesus ter morrido por nossos pecado, quando colocamos nossa fé nele somos reconciliados com Deus e temos paz com Deus. A paz no coração e na consciência. Esta também é um presente muito precioso e penso que está relacionada com o que Paulo quer dizer no fruto do Espírito. Paz com Deus. Mas a paz que Deus dá não é apenas paz com Deus, mas também a paz de Deus. Isto é: liberdade da ansiedade e do pânico no meio dos estresses, ocupações e preocupações da vida. E isso é algo que Paulo descreve muito bem em Filipenses 4:6-7, uma passagem familiar: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”

    Mas há um terceiro tipo de paz. Não apenas a paz que Deus criou ou a paz que Deus dá, mas também a paz que Deus chama. E esta é, de longe, a mais comum forma de usar a palavra “paz” pelo apóstolo Paulo, e certamente a que mais se encaixa aqui quando ele fala do fruto do Espírito. Significa viver em paz com outros. Buscar paz entre cristãos e, de fato, serem pacificadores no resto do mundo. Esta é certamente a forma mais usada da palavra por Paulo.

    Agora um texto chave neste assunto da paz seria Romanos 14 e 15. Paulo estava escrevendo à grande cidade cosmopolita de Roma, e muitos dos cristãos lá vinham de um contexto gentio pagão e alguns outros vinham de um contexto judeu. Eles tinham preocupações, escrúpulos, questões de consciência. Havia enormes diferenças entre os cristãos gentios e os cristãos judeus. Diferenças de cultura, de escrúpulos, de se é lícito comer carne, observar o sábado, etc. Estas não eram questões menores. Eram, na verdade, a causa de grandes desentendimentos. Mas Paulo gasta os dois capítulos de Romanos 14 e 15 exortando ambos os lados, como ele disse, aceitando uns aos outros, evitando disputas em certas questões. Veja o que ele diz em 14:19: “Seguimos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros.” Eles deveriam evitar o desprezo e a condenação um do outro e deveriam fazer uns pelos outros o que Cristo havia feito por eles, isto é, aceitar-nos como somos.

    O que significa, então, deixar em paz, deixar este fruto específico crescer em nossas vidas? Bem, podemos pensar em todo tipo de coisa. Certamente significaria que buscamos abordar e resolver conflitos entre nós mesmos, ao invés de alimentá-los ou causá-los em primeiro lugar. Viver em paz deveria significar que somos cuidadosos para evitar palavras, atitudes e expressões que tão facilmente criam mal-entendidos e divisões. Viver em paz deveria significar que somos rápidos em nos desculparmos e dizer: “Me perdoe!” Mesmo se não formos nós os ofensores. “Perdão” talvez possa ser a palavra mais difícil de dizer, mas frequentemente é a primeira que traz de volta a paz. Buscar a paz significa que você não salta para defender-se quando coisas são ditas ou feitas mas permitem que Deus vindique a verdade em seu próprio tempo. Paulo diz aos coríntios que era melhor sofrer o dano do que levar um cristão ao tribunal.

    Viver em paz precisa certamente que sigamos as instruções de Jesus que quando há agravos e disputas entre irmãs e irmãos em Cristo, que sigamos a maneira que Jesus nos deu para resolver, e não levar imediatamente a público ou escrever ou falar para outros a respeito. E acima de tudo, significa evitar todo tipo de fofoca a respeito de outros cristãos ou para com outros cristãos e manter a rigorosa disciplina de saber como guardar segredo.

    Mas aqui estamos nós. Nós vivemos no chamado “mundo real”, o mundo secular, o mundo do trabalho e da ocupação. Podemos ter paz aqui? Penso que Paulo não apenas responderia que sim, podemos, mas penso que ele diria: “É aí que isso é mais importante.” É no lar ou no trabalho não cristão que o homem ou mulher que vive com a paz de Deus em seu coração, que busca paz entre outros, é notado, que dá bom testemunho do Senhor Jesus Cristo. Então a cristandade não é impulsionada por ansiedade ou por implacável ambição; não é devastada por falha, promoção, ou, tristemente, pela perda de um emprego, mas tem aquele tipo de paz profunda interior que flui da confiança em Deus; tal pessoa dá um testemunho silencioso do Senhor Jesus Cristo ao ser como ele.

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    Por: Chris Wright. © Copyright The Langham Partnership.
    Todos os direitos reservados. Usado com permissão. Website: http://www.9aday.org.uk/
    Tradução: Voltemos Ao Evangelho (em parceria com O Tempora! O Mores!).

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