• "O verdadeiro evangelho exalta a Deus... Se camuflado a excelência perderá!"

    A MÚSICA EM FOCO




    A música é um instrumento de louvor a Deus, portanto tem origem na eternidade - muito antes dos homens, já existia. A Bíblia mostra de modo claro que, na criação, o louvor em forma de música era entoado pelos anjos: “... quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?” (Jó 38.7). A nação de Israel, escolhida por Deus para levar Seu nome diante dos povos da terra, deu grande destaque à música, principalmente durante o reinado de Davi. Hoje, essa responsabilidade de anunciar o nome de Deus às nações é da Igreja, por isso, devemos também utilizar esse poderoso instrumento de louvor e adoração de forma santa e correta. 

    No Antigo Testamento, a música é citada como algo de muita importância para a nação de Israel. Inicialmente, temos que um dos filhos de Caim, Jubal, foi o inventor dos instrumentos musicais: “O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta” (Gn 4.21). No período dos patriarcas, temos ainda muitos cânticos que eram entoados para celebrar as conquistas do povo israelita, especialmente relacionados com a saída do Egito e a conquista de terras para a nação. Alguns escritores acreditam que a vocação que os judeus tinham para a música também se devia à aversão pelas imagens, seja na forma de pintura ou escultura. 

    Durante o reinado de Davi, que era músico, essa arte foi bastante valorizada. O rei escolheu levitas para tocarem os instrumentos e conduzirem os louvores (I Cr 16.4,5); por serem levitas, além de técnica, tais homens deveriam ser puros (Nm 8.6); o louvor entoado por eles deveria ser profético: “... para profetizarem com harpas, alaúdes e címbalos” (I Cr 25.1); e deveria ser feito com diligência: “... tinha o encargo de dirigir o canto, porque era perito nisso” (I Cr 15.22). O louvor em forma de música é tão importante para o povo israelita que um dos livros mais importantes da literatura judaica é o Livro dos Salmos, que nada mais é que o hinário da nação. 

    No Novo Testamento, a música é também descrita como algo importante. Jesus, por ocasião da última ceia, cantou um hino: “E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras” (Mt 26.30), isto mostra que o Mestre também utilizava desse artifício para glorificar a Deus. Mas a música não foi usada somente por Cristo, temos vários hinos cantados por diversos servos de Deus: Maria, Zacarias, Paulo, nas suas epístolas, e até mesmo no Livro de Apocalipse há vários exemplos mostrando que esse ministério prosseguirá na eternidade. 

    A Igreja, em diversas épocas, sempre fez uso da música, especialmente na Idade Moderna, quando os reformadores Martinho Lutero e João Calvino manifestaram preocupação com a genuinidade dos louvores entoados no culto; Calvino defendia, inclusive, que os Salmos deveriam ter preferência nos cânticos da congregação, ele mesmo ofereceu os 150 salmos rimados à Igreja. Nos séculos posteriores, houve a compilação de obras específicas de louvor, como os hinários oficiais. Além disso, o desenvolvimento tecnológico propiciou o avanço da música através de mídias, como discos, fitas cassete, rádios e televisão. 

    O que se vê nos dias de hoje é que o louvor em forma de música, em muitos casos, tem acompanhado os modismos atuais. É bastante visível a baixa qualidade de grande parte das composições, são letras sem conteúdo doutrinário e muitas vezes até defendem idéias contrárias ao ensinamento bíblico. Associado a este fato está o grau de profissionalismo que atingiu o cenário evangélico. As gravadoras exercem grande influência sobre os artistas, ou seja, o que vale é lançar material para ser comercializado. 

    Tudo isso é motivo de preocupação, porque a geração atual lê menos Bíblia e ouve mais música. E é claro que devemos valorizar a música, mas não podemos esquecer que o genuíno louvor deve ter como base as Escrituras Sagradas. Devemos buscar discernimento acerca do que estamos ouvindo e cantando nas nossas congregações, temos que valorizar os hinos que reconhecem a majestade e a grandeza de Deus. Devemos deixar de lado as composições que estimulam apenas a busca de riquezas ou que engrandecem o ser humano. Que o Senhor possa receber dos nossos lábios o genuíno louvor e adoração, resultado da nossa salvação em Cristo Jesus. 


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