• "O verdadeiro evangelho exalta a Deus... Se camuflado a excelência perderá!"

    TU ME AMAS? (PARTE II) - por Débora Raquel



    • A importância de uma auto-avaliação sincera em relação ao nosso amor por Deus.

    Talvez você, assim como eu, ao ler o texto-base da nossa reflexão, se pergunte por que Jesus resolveu perguntar a Pedro se ele o amava três vezes, e em uma das vezes, ele até chegou a perguntar se Pedro o amava mais do que a estes, referindo-se aos outros discípulos.

    A resposta desta pergunta está no texto original da passagem. No grego, três palavras são utilizadas para o amor: 



    - Eros: amor romântico, de um homem para uma mulher 



    - Philia ou Phileo: amor fraternal, limitado 



    - Ágape: amor divino, altruísta, amor perfeito, sem interesse. 


    Nesse sentido, quando Jesus pergunta a primeira vez a Pedro se ele o amava mais do que os outros discípulos, ele estava perguntando no sentido Ágape. Isto é, se Pedro realmente reconhecia Ele como Deus, se O amava acima de todas as coisas e por tudo que Jesus fez até aquele momento. 

    Contudo, Pedro, que já havia aprendido que as ações falavam mais que as palavras, pois sua fidelidade a Deus havia sido testada e reprovada quando ele negou a Jesus, foi sincero e respondeu que amava, mas utilizando o amor no sentido Phileo. Assim, também aconteceu na segunda vez que Cristo perguntou. 

    Mas há uma diferença na terceira pergunta. Quando Jesus pergunta: Simão, filho de Jonas, amas-me?, no original grego, parafraseando, é como se ele perguntasse: Tu me amas Phileo, Pedro? (como se dissesse: é só este o teu amor por mim?). 

    E, neste momento, a bíblia diz que Pedro, entristecendo-se, disse pela terceira vez: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Penso que é como se Pedro tivesse dito: Senhor, tu sabes de tudo, que eu queria poder te amar mais, não posso mentir nem me esconder de Ti. O meu amor por Ti hoje é limitado, phileo. 

    Daí, penso em como é importante, de tempos em tempos, meditarmos sobre como é o nosso amor pelo Senhor. Ele tem sido sacrificial? Sem segundas intenções? Amamos a Deus acima da nossa família, da nossa profissão, dos nossos sonhos, e da nossa própria vida (Mt 10.37)? Ou temos amado a Deus de maneira limitada, com interesse de ser auto-beneficiado? 

    Querido, Deus não aceita nada menos do que o nosso amor INTEGRAL por ele (Ef. 6.24). 

    Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema (maldito). Maranata! 1 Coríntios 16:22 

    Se não temos amor pelo Senhor, não conhecemos o amor, porque ele é o próprio amor (I Jo 4.8). Logo, para quê nos enganarmos? Se não o amamos (ainda) acima de tudo e todos, e com toda a nossa alma, coração e entendimento, porque não contarmos isso ao Senhor? Ele ama um coração sincero, dependente de Deus. 

    Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.Salmos 34:18 

    Vale lembrar aqui que fazer de Deus um “amuleto de sorte”, não é amá-lo da maneira que Ele espera. Ele já nos abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais (Ef 1. 3), nos deu vida eterna.

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