• "O verdadeiro evangelho exalta a Deus... Se camuflado a excelência perderá!"

    QUE EU DIMINUA - por Flauber Menezes


    É necessário que ele cresça e que eu diminua.” (João 3.30).
    O autor dessa frase foi João Batista, um homem enviado por Deus para uma grande obra, “Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto; Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” (Mateus 3.3). João Batista chegou a ser confundido com o próprio Cristo, porém, fez questão de ressaltar que não o era. João Batista tinha plena consciência de qual era o seu posto. Sem barganhar com ninguém, sem murmurar, sem exigências pessoais, ele obedeceu a seu chamado com fidelidade ao ponto de Jesus falar a seu respeito: “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.” (Mateus 11.1).

    Queridos irmãos, é certo que vivemos tempos de muita devassidão, a prostituição a cada dia alarga suas fronteiras, o mundanismo ganha cada vez mais espaço em meio à sociedade, mas digo a vocês, o cenário em que João Batista se encontrava não era muito diferente, eram tempos de repressão ferrenha, e o pior, já não se ouvia a voz de Deus, o ministério profético estava quase que extinto, quando de repente surge esse guerreiro de Deus. Observemos algumas de suas características:

    “Naqueles dias apareceu João, o Batista, pregando no deserto da Judéia,” (Mateus 3.1). O palco das grandes cruzadas organizadas por João Batista era o DESERTO. Deserto é lugar de escassez, desconforto, lugar aonde ninguém quer ir, e mesmo assim, foi exatamente no deserto onde ele anunciou tudo àquilo que Deus lhe mandou.  Não podemos esperar somente o momento de conforto para anunciar a Palavra de Deus, temos que fazer já. João Batista não foi convidado para pregar, ele simplesmente pregou.

    “Ora, João usava uma veste de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.” (Mateus 3.4). Sem entrar em detalhes, observo a simplicidade desse homem, como o que para qualquer um de nós significaria uma provação, para ele era parte da suficiência de Deus para sua vida. Lembremo-nos que João Batista era filho de sacerdote e poderia muito bem viver em melhores condições. Fazer a vontade de Deus independente das circunstâncias prova o quanto somos amantes da obra do Senhor.

    Então iam ter com ele os de Jerusalém, de toda a Judéia, e de toda a circunvizinhança do Jordão, e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.” (Mateus 3.5,6). O lugar das Cruzadas era impróprio (o deserto), o pregador não se vestia bem, não tinha um bom alimento, mas era “Cheio de Deus”. Seu exterior talvez não passasse uma boa imagem, mas o seu interior passava para o povo a verdadeira mensagem Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento,” (Mateus 3.8). E a cada dia se juntava uma multidão para ouvir suas pregações, e serem transformados pelas mesmas.

    Ó, que o Senhor nos transforme em pessoas compromissadas com a simplicidade do evangelho, independente do lugar, e das circunstâncias, que não haja entre nós palavras de murmúrio, e sim, a palavra pregada de forma simples e eficaz, sem atrairmos para nós o crédito de alguma coisa, mas dedicando ao Senhor toda honra, e toda glória.

    Que diminua eu, e que tu cresça Senhor!


    Confia no Senhor e ora!

    Pr. Flauber Menezes.

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