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    AS CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO (III) – por Paulo Roberto



    Bom dia! Continuando...


    2. A FONTE DO PECADO. 

    · Frederick Tennant sustenta que: “A fonte do pecado é nossa natureza animal”. 

    · Reinhold Niebuhr diz que: “A fonte do pecado é a ansiedade causada pela finitude humana”. 

    · Paul Tillich relaciona o pecado com: “A alienação existencial do fundamento de todo ser ( aquém ele chama de Deus) de outros seres e de si mesmo, uma condição decorrente do fato de ser criatura." 

    2.1. Ensino Bíblico. 

    Da perspectiva evangélica, o problema está no fato de que os homens são pecadores por natureza e vivem num mundo em que forças poderosas os induzem a pecar. É importante entender que o pecado não é causado por Deus (Tg 1.13)

    A responsabilidade do pecado é colocada diante de cada indivíduo, pois “cada um é tentado pela sua própria cobiça” (Tg 1.14,15). Pela análise destas passagens, podemos determinar o que a bíblia ensina ser a causa do pecado e suas conseqüências. 

    Todos têm certos desejos, e a princípio eles são legítimos. Em muitos casos a satisfação deles é indispensável para sobrevivência. Por exemplo: a fome é o desejo de comer, sem a satisfação dele morreríamos de fome. Do modo semelhante, o impulso sexual busca satisfação, caso contrário não haveria reprodução humana. Mas a casos que a satisfação de certos desejos constitui uma ofensa ao próprio Deus. 

    3. As conseqüências do pecado. 

    Uma ênfase que percorre toda a bíblia é a de que o pecado é um problema muito sério com conseqüências muito sérias. Neste estudo serão discutidas algumas delas. 

    3.1. Conseqüências que afetam o relacionamento com Deus. 

    O pecado produziu uma transformação imediata no relacionamento que Adão e Eva tinham com Deus. De início eles tinham uma convivência próxima com Deus. Mas por terem violado o mandamento do criador o relacionamento ficou bem diferente, eles se colocaram do lado oposto do seu criador e tornaram-se de fato seus inimigos. Não foi Deus que mudou de atitude ou de lugar, mais foram Adão e Eva. 

    3.1.1. O desfavor divino. 

    É notável o modo pelo qual Deus se relaciona com o pecado e com o pecador. Em dois casos no Antigo Testamento vemos Deus dizer que odeia o pecado (Oséias 9.15 e Jeremias 12.8). Muito mais freqüente são as passagens que Deus diz que odeia a iniquidade (Pv 6.16,17; Zc 8.17.etc)

    O fato de Deus olhar com favor para alguns e com desfavor para outros, e as vezes ser descrito como alguém que ama, não são indícios de mudança, incoerência ou capricho em Deus. Antes faz parte de sua natureza santa opor-se de modo categórico a ações pecaminosas. 

    Quando nos engajamos em tais ações, passamos para o território de desfavor de Deus. No Novo Testamento dá-se um destaque especial à inimizade e ódio dos incrédulos e do mundo para com Deus. Pecar é fazer-se inimigo de Deus (Rm 8.7; Cl 1.21; Tg 4.4)

    Devemos acrescentar mais dois comentários. O primeiro é que a ira não é algo que Deus resolve sentir. A desaprovação ao pecado não é uma questão arbitrária, pois sua própria natureza é de santidade e ela rejeita o pecado automaticamente. 

    O segundo é que precisamos rejeitar a ideia de que a ira de Deus é acessivamente emocional. Não é como se estivesse fervendo de ira descontrolada, Deus é capaz de exercer paciência e longanimidade, e o faz. 

    3.1.2. Culpa. 

    Outra conseqüência do pecado que afeta o nosso relacionamento com Deus é a culpa. Neste ponto precisamos examinar a natureza exata da ruptura que o pecado e a culpa produzem no relacionamento entre Deus e o homem. 

    Deus é o todo-poderoso, o Eterno, a única realidade independente. Tudo o que existe ganhou sua existência Nele. E os homens, os mais elevados de todas as criaturas, têm os dons da vida e da personalidade apenas em razão da bondade e do amor de Deus. Sendo o Senhor, Deus nos fez responsável pela criação e ordenou que tivéssemos domínio sobre ela (Gn 1.28)

    Sendo todo-poderoso e absolutamente santo, Deus pediu nossa adoração e obediência como resposta a essas dádivas, mais os homens as têm usado para o seu próprio propósito deixando de demonstrar respeito para com o mais elevado de todos os seres, e por fim a humanidade tem rejeitado a oferta divina de salvação oferecida pela morte de seu filho Jesus Cristo. Por tudo isso o homem é considerado culpado diante de Deus.
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    Esperamos que você esteja sendo abençoado por este estudo, próxima semana publicaremos a ultima parte... Segue os textos anteriores deste estudo: Parte 1 e Parte  2.

    Que Deus abençoe a todos!

    Ev. Paulo Roberto.


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