• "O verdadeiro evangelho exalta a Deus... Se camuflado a excelência perderá!"

    O DEUS QUE ESPERA, CORRE E ABRAÇA - por Evanildo Sena



    Seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Lc 15:20b
    A figura mais comum que a Bíblia associa a Deus é a de um pai. Os pais, normalmente, amam seus filhos de forma incondicional e estão sempre dispostos a perdoar, abraçar, acariciar, beijar, sempre atentos aos desejos dos filhos e muitos deixam de comer para vê-los crescer saudáveis, deixam de dormir para que eles tenham paz. Os pais são capazes de fazer coisas impressionantes por um filho amado.

    Quantas mães estão em suas portas neste momento, aflitas e de olhos fitados para a rua. Olhando para um lado e para o outro, procurando avistar a volta de um filho perdido, cheias de angustia em seus corações por amor daquele que antes era apenas um menino em seu colo, daquele que antes precisava de seu apoio pra caminhar, daquele que antes voltava sorrindo pra casa com uma nota 10 do colégio, daquele que antes andava de bicicleta e quando caia precisava de suas mãos pra levantar, mas que hoje está perdido, no mundo das drogas, da prostituição, no mundo das festas e do prazer momentâneo, no mundo de sorrisos falsos, no mundo de enganos, traições… No mundo que traga até a última gota da real felicidade.

    O verso inicial que nós lemos está contido numa das mais belas parábolas de Jesus. Onde relata que o filho mais novo de certo homem pediu a sua parte da herança, vendeu tudo e foi gozar da vida. Finalmente ele era dono do seu nariz! Trazendo para os dias de hoje, ele gastou tudo que tinha com farras, mulheres, carros, aparelhos eletrônicos… Mas chegou um momento que o dinheiro acabou, no bolso só havia areia e nenhuma moeda restou. Teve que trabalhar! Sem um nome e sem uma aparência adequada, teve o que mereceu: apascentar os porcos!

    Quando recebemos a paternidade de Deus (Jo 1.12), não estamos apenas seguros, temos um nome, um sobrenome, temos uma referência. Procurar manter a comunhão com o Pai é a garantia de que o ouro não vai acabar, que o banquete vai estar sempre lá, à nossa disposição. O jovem que quis curtir a vida, não havia ainda percebido que a verdadeira felicidade estava ao lado de seu pai. Ele decidiu partir, quis desfrutar de coisas que ele ouviu falar, que o mundo ofereceu e lhe convidou a experimentar. Mas este mesmo mundo que chama para o prazer, esconde com a outra mão a algema da escravidão, sempre chega a hora de apascentar os porcos, a angústia é inevitável.

    Todos tem a liberdade de servir, mas a maioria prefere ser escravo. Temos escolha. Temos direito de decidir o que faremos amanhã, mas a Palavra de Deus é clara em nos advertir, o mundo castiga, o mundo não é para os filhos de Deus, mas nosso Pai nos ama e não nos nega o direito de escolher.

    O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. II PE 3:9.

    O jovem reconheceu e se arrependeu dos seus pecados e isso foi motivo de grande alegria para seu pai: “porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.” Deus espera pacientemente que todos se arrependam e decidam estar ao lado dEle e quando isso acontece é motivo de festa nos céus (Lc 15:10).

    Deus tem sonhos para os seus, para todo aquele que crê no sacrifício de Jesus na cruz e se arrepende de seus pecados. Deus tem a melhor roupa, uma veste de santidade, o Espírito Santo Consolador para aqueles que o amam (Jo 14:23). Deus tem um anel para o dedo, que simboliza que temos um dono, um Deus soberano, um Pai amoroso que é o nosso referencial, o nosso protetor. Deus tem a sua Palavra, que nos sustenta, o banquete real que nos alimenta a prosseguir na casa do Pai (Sl 119:11), nos braços do Pai.

    Eu já presenciei várias e várias vezes esta mensagem do “filho pródigo” sendo pregada a fim de resgatar uma ovelha perdida e de fato é uma mensagem propícia, mas nos dias de hoje talvez ela se aplique muito mais para aqueles que estão dentro da igreja, primeiro como alerta para que não vacilem e voltem para o mundo tenebroso e segundo porque o mundo já invadiu muitas igrejas, muitos corações, e o aprisco está corrompido, é necessário que os crentes nasçam de novo, é necessário que os fariseus de hoje nasçam da água e do Espírito.
    “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” Mt 11:28
    Ele espera, pacientemente, Ele espera. Ele estende os braços e diz: “Vinde a mim”… volte para casa do Pai. Um banquete é providenciado pelo Deus que espera, corre, abraça, festeja e beija.
    “Seja a tua benignidade, Senhor, sobre nós, assim como em ti esperamos.” Sl 33:22
    Que a graça e amor de Deus seja conosco, eternamente. Amém!

    Evanildo Sena.

    Fonte: www.ojardimdedeus.com

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